Espaços do afeto.

A série Espaços do afeto representa um roteiro da memória e experiência afetiva na cidade. No plano afetivo-cartográfico, a linguagem da câmera pin-hole produz uma imagem enevoada que, em sua poética, converte-se em luz envolta em sombra. Nesse ponto, Alexandre produz um fenômeno do imaginário: o esforço da visão é o esforço da memória diante da ausência do pai. É na difícil visibilidade que é possível lembrar. Sob esse olhar, a ausência do pai é a presentificação da falta. O fundamento teórico da série de Sequeira está menos na caça ao alvo da caixa preta de Villem Flusser e mais na afetividade da câmera lúcida de Roland Barthes.
* Texto de Paulo Herkenhoff para o catálogo do XXVI Arte Pará.

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